É preciso dar um jeito, meu amigo…

Às 4 da manhã e aquela baita vontade de escrever…cheguei a conclusão de que as redes sociais não estão mais divertidas como já fora e a interação está polarizada. Sempre tive uma visão de que a racionalidade nesses espaços – pautados pela individualidade pública e carregada de emoções – nunca teve muita chance mas, no momento, o ambiente está contaminado. Por isso, decidi escrever aqui e proporcionar algum diálogo mais requintado e que possa desconstruir conceitos ou valores, inclusive os de quem vos escreve.

No momento, o cenário político do mundo (…e mais especificamente no Brasil) tem causado um desânimo geral. A opressão, as mentiras e a desinformação têm tornado ignorantes até os mais letrados. Nesse furacão, fico sem saber em quem confiar. Desde a época da faculdade, eu tinha uma certa aversão por linhas editoriais dos principais veículos, pois pensava que sempre havia algo muito relevante que deixava de ser publicado neles por falta de contexto ou algo do tipo. Então, comecei a dar mais credibilidade pra grupos mais tradicionais do estrangeiro que estavam noticiando acontecimentos sobre o nosso país e, BINGO, percebi mais coerência no trabalho feito por eles do que no nosso.

Até que durou bastante essa (in)formação. Entretanto, como tudo tem um fim, passei a desconfiar do oportunismo desses grupos uma vez que a bagunça generalizada sobre os conceitos, metodologias e princípios sobre gestão pública amplia as possibilidades da expansão dos negócios DELES aqui. Afinal de contas, é Brasil né!? Quem não quer perder a oportunidade de ficar mais ricos as nossas custas…

Estive na Europa em Junho e percebi o quanto é imensa a nossa síndrome de vira-latas. Conversando com algumas pessoas na Inglaterra, tive a impressão que eles nos acham muito ricos e exóticos. Até me espantei com essa impressão…talvez por causa da nossa excessiva modéstia. Afinal de contas, Europa né!? Primeiro mundo…gente elegante, culta (mimimi). O fato é que depois de uma vida planejando o tipo de viagem que fiz, quando cheguei lá, percebi que nem era tudo isso a não ser pela forte influência cultural que a gente sofre por eles através dos filmes, da música e tal mas tudo isso é muito homogêneo e pouco versátil. Entretanto, eles têm tradição e autoestima e, só por essas duas qualidades, vale mais de uma ida até lá.

Tudo bem que o nosso país só tem pouco mais de 500 anos (idade de uma padaria ou um boteco na Europa) e falar em história é algo complexo pra uma economia que depende, basicamente, de baixa do dólar mas é necessário que nos reconfiguremos como sociedade ou como nação. Mas como!? Pois é…acho difícil pensar, também. A primeira sugestão que vem à mente é manter a cabeça erguida e reconhecer nossas falhas de hoje. Compreendê-las a tal modo que faça com que busquemos a informação específica sobre tal assunto. Deixar o ego e a soberba de lado e conversar mais sobre as dificuldades com os vizinhos, amigos, inimigos de modo que amplie o nosso esclarecimento sobre o panorama atual. E observar muito como estamos indo. Muito mesmo!

Uma fala de um candidato às últimas eleições para a presidência dizia muito sobre a necessidade de o Brasil ter projetos e, apesar dele não ter cativado-me a lhe dar um voto, esta é uma idéia que eu concordo totalmente. E complementando o raciocínio com a frase de um mestre que tive: ” Se eu fizer um trabalho sozinho, ele fica excelente. Se ele for em grupo, ele fica imbatível. ” Pensemos nisso.

 

 

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