“Netflix apresenta” Oasis: Supersonic

Em algum final de semana passado desses, tive o privilégio de conhecer os detalhes da trajetória da banda britpop do conforto do lar e do aplicativo. Assim, o filme é bom e teve curiosidades que me chamaram a atenção mas, de alguma forma, achei que faltou algo e isso me causou frustrações. Entretanto, considerei o fato do término do grupo ser “recente” e que ainda há alguma esperança de retorno.

Bem, pra começar, gostei de saber o porquê das tretas em torno do reconhecimento artístico dos irmãos Gallagher e passo pano pro Noel, na moral! Ele é a mente criativa ali, que trabalhou como roadie da Inspiral Carpets e que reconhecia melhor a estética de uma composição.

O Liam, tem meu respeito também por ser o cara que juntou todo mundo para formar a banda mas ele é muito barraqueiro. Porém – contrariando minhas opiniões pessoais – a narrativa aponta que essas polêmicas em que ele esteve envolvido foram pensadas pelo integrante (…e captada pelo Noel) para marcar a identidade jovem, despretensiosa e rude que, por sinal, é a essência do rock.

Aliás, tal “marca” contrapõe o significado do logo e colabora pra manter o rock britânico no seu devido lugar. Particularmente, acho muito chato quando a música fica muito conceitual e o Oasis superou as bandas locais da época justamente por causa da objetividade. Eles agiam e viviam, até, como punks mas não os eram e faziam músicas bem intimistas sobre se relacionar. Perfeito.

Falando dos aspectos negativos, acho que faltou mais depoimentos de pessoas próximas, mais especificamente, dos fãs. Também, não gostei daquele papo presunçoso que “irmão do meio é sempre o esquecido e o mais novo o mais adorado”. Banda dá problemas por questão de dinheiro, de fama, de administração, de ego, de imaturidade e isso é retratado no filme mas de uma maneira muito superficial e pouco cativante.

As questões familiares permeia demais a história e não precisava tanto. De certa forma, chego a pensar que isso foi presunção do diretor do filme porque há uma estratégia de marketing por trás da banda que fomenta bem o mercado fonográfico como os lançamentos de luxo dos discos clássicos, essas menções a eles pela mídia, o documentário, a influência do retorno de várias bandas da época… Tudo se encaixa.

Enfim, por se tratar de um filme sobre uma banda dos anos 90 (nicho pouco explorado pelas produtoras), considerando a trajetória considerável que foi trilhada por ela e que muitos fãs a apontam como os Beatles da contemporaneidade, a distribuição em massa veio na hora certa mas espero por outros, no futuro.

 

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