O Milo esteve entre nós! E foi incrível!

Ainda não consegui descrever a emoção real de ver uma banda histórica como a Descendents. Ainda mais com aquela disposição e energia juvenil  dos cinquentões Bill Stevenson, Milo Aukermann, Karl Alvarez e  Stephen Egerton.

Alguns acontecimentos me levaram a crer que essa apresentação aconteceria. Tivemos a apresentação do documentário Filmage: The History of Descendents/ALL na edição de 2014 do In-Edit Brasil (que levou o prêmio de melhor filme da mostra), o retorno da banda com a formação clássica e o lançamento de Hypercaffium Spazzinate.

O momento político delicado que estamos atravessando também colabora muito. Os princípios dos ideais punk, novamente, nos permeia com força total e, sendo assim, acredito que o contexto tenha estimulado o mercado de shows para bandas do gênero  para além do cenário hardcore como o show do Bad Religion no Lollapalooza, Suicidal Tendencies na Audio Club e Dead Kennedys e Offspring no Espaço das Américas, por exemplo.

Enfim…vamos ao que interessa. Fui na apresentação do dia 03. O show foi lindo! Maravilhoso! Guardarei essa emoção por muito tempo. Estava previsto para começar as 19h30 mas nessa hora, só rolava nervosismo e ansiedade pra banda começar logo. Subiram com atraso de 15 minutos, que foi compensado no final. “Just two words: Everything Sucks!” o vocalista profere, pós uma leve interação com o público, antes de começar os trabalhos. Foda!!!!!! Eu que estava perto do palco, parei na meia pista…Hahaha.

(Não vou comentar faixa a faixa do setlist porque pretendo ser muito honesto à minha sensação. Logo, não será em ordem cronológica e apontarei as que mais esperava ouvir).

As faixas do disco novo não causaram a mesma empolgação no público que as dos discos mais antigos como ALL, I Don’t Wanna To Grow Up, Millo Goes To College, Everything Sucks mas fiquei mega empolgado quando tocaram Victim of Me, On Paper e SMILE, que é a minha faixa favorita de Hypercaffium. Talvez essa empolgação não tenha rolado por não ter dado tempo do pessoal aprender as letras e, muito provavelmente, pela própria expectativa de outras canções, já que a banda nunca tinha vindo ao Brasil. Era muita canção pra pouco tempo.

No geral, achei a seleção bem democrática entre a discografia. Teve Sour Grapes, Suburban Hope, Coolidge, Silly Girl, I’m The One, Myage, Coolidge, Van e até um breve cover de Doors. Na primeira etapa do show, foram umas 20 canções tocadas sem parar! O Bill Stevenson suando pra caramba por conta do sobrepeso, o Milo reforçando o ar com sua bombinha mas seguiram firmemente até o fim…e com direito a 2 bis. Fenomenal!!!!

Bem, todo show de punk rock exorcisa! Não consigo dizer se foi o melhor show que assisti mas pelo menos, fiz parte da história da longa trajetória da banda e compartilhei das emoções mais verdadeiras num show de rock. Que momento!

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