O meu frustrado não comparecimento ao Music Wins Festival

Preciso falar desse festival que ocorreu em Buenos Aires, cidade a qual fui visitar por causa do dito cujo, que contou com a presença – entre várias bandas muito legais – do Brian Jonestown Massacre, Courtney Barnett e Mild Hild Club, que eram as atrações que eu mais queria assistir.

Bem, pra começar, maior confusão pra organizar a viagem. Ela só duraria 1 final de semana mas o processo de organização foi para imigração. Pedi grana emprestada aos meus pais, solicitei cartão de uso internacional no banco, fiz curso rápido de espanhol, reservei hotel (para temporada de feriado)….tudo na correria e sem pensar muito. Marinheiro de primeira viagem, né!?

Até que deu certo exceto pelos ingressos. Eu sei que poderia até solicitar um serviço extra de “conciérge” para a compra do bilhete, durante a confirmação da reserva no hotel, mas a grana e o tempo pra tudo era muito curto. Logo, decidi fazer tudo por conta.

Pra começar, o site da Ticketek não é muito funcional. Antes da compra, dei uma pesquisada rápida nas redes sociais e verifiquei que havia algumas reclamações contra a operação de pagamento e de logística. Até então, não dei muita importância porque pensava que era apenas um problema pontual, de fácil resolução.

Quando eu fui utilizar o serviço,  o calvário começou. O meu cartão era sempre recusado para a compra. Liguei na minha agência bancária, liguei na operadora do meu cartão, habilitei todos os serviços necessários para uma viagem internacional e nada. Detalhe que eu tinha, em crédito, o dobro do valor máximo do ingresso. E com esse cartão “problemático” eu usei o Uber e paguei a hospedagem.

Relatei o problema para a operadora e não me deram nenhum retorno. Comuniquei a produção do festival e eles me informaram que eu poderia comprá-lo na porta, no dia do evento. Entretanto, não me alertaram sobre a inviabilidade do pagamento no crédito. Pela lógica, pensei que eu poderia. Considerei que em quase todos os shows e festivais daqui é possível fazer essa opção e lá não seria diferente por ser uma alternativa comum de pagamento e, também, pela economia fodida deles. Pior que que a nossa.

Mas não pude. “Solo en cash y efectivo” foi a resposta da simpática bilheteira que trabalhava num sistema precário, dividindo um espaço minúsculo com a área de credenciamento da imprensa e demais convidados. E detalhe: ouvir isso depois de uma caminhada longa e mal sinalizada da estação de trem até o local.

Enfim, perdi as apresentações do festival e os alguns dos artistas que se apresentariam aqui, no meu retorno. Porém, ficou a experiência e a teimosia em insistir nessas aventuras em breve mas, dessa vez, com inclusão do serviço de conciérge.

 

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Uma ideia sobre “O meu frustrado não comparecimento ao Music Wins Festival

  1. Pingback: Editorial: Retrospectiva de shows | contextualizei

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