O “Rockstory” na vida real

Outra paixão que carrego, além da música, é a televisão!!!! O aparelho é um item indispensável no lar para eu assistir e (re)assistir séries, filmes, cartoons e NOVELAS. Sim, camaradas, sou muito fã desde faz tempo.

Não vou detalhar os motivos porque gosto da teledramaturgia mas essa novela nova das 19h, Rockstory, me chamou a atenção por conta de uns detalhes “silenciosos” ou, talvez, “fictícios” que conduz a trama.

Por trás desse papo de sexo, drogas e rock’n roll, têm muitas festas descoladas, de gente endinheirada e muito pré-dispostas a fazer negócio com esse estilo “bruto” de viver. E não é só história. Basta observarmos a decoração das casas dos personagens principais da trama, seus carros e roupas, etc.

Sabem, esse ano participei de um evento chamado Casa Levis  – promovido pela grife – que contou com programação de música, moda e design. Ali, tudo ficou mais esclarecido como esse lance de música agrega muito para a criação de uma concepção de mercado. A referida marca já possui uma trajetória entre a nata do rock (ainda que, hoje em dia, sofra uma baita concorrência com outras mais novas) mas o que tem a ver arte e design nesse contexto?

Isso não é mais, apenas, uma análise de público alvo. As marcas apostam em vender um estilo de vida diferenciado, que nos destaca do senso comum. Algo mais ou menos assim: é criado um estereótipo “personalizado” de quem consome os produtos (no caso Levis) que, geralmente, são pessoas que vivem música, apreciam arte e moda, valorizam o bem estar e se destacam em ambientes de convívio social por “demonstrar” maiores aptidões para a criatividade.

Não acreditam? Basta observar a quantidade de empresas que têm ganhado espaços nos festivais de música como a Ray Ban, Doc Dog, Heineken, GM…entre outras. Ok, esse truque já é velho mas até onde sei, as  marcas nunca tiveram tanta sobreposição à arte como agora.

Daí, entra aquela discussão antiga “do cara que é de mili anos” perder o espaço para a galera que não curte mas que tem mais grana. Lógica do capital que, inclusive, proporciona modernidade. Complexo e delicado, não!? Entretanto, também penso da seguinte forma: esse mesmo processo estabelece a subcultura como uma cultura e isso coloca, de maneira seletiva, as “raízes” no processo de criação. Agora, (outro) problema é como você devolve isso para o meio de onde você saiu, quando está no auge. Processo difícil…

 

 

 

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Uma ideia sobre “O “Rockstory” na vida real

  1. Pingback: Novo jeito de inteiração com a música e suas possibilidades de negócios | contextualizei

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