As discussões sobre o Pixies

 

O Pixies está dividindo opinões entre meus colegas. Uns acham que, desde o Indie City, a banda ficou ruim. Outros, do qual eu faço parte, acham que a banda se mantém em forma e que ficou até melhor. Uns acham que perdeu o sentido depois da saída da Kim Deal. Outros dizem que a nova baixista tá fazendo um ótimo trabalho e tá segurando o nome da banda… e por aí vai. Eles lançaram o novo “Head Carrier” e, desta vez, eu é quem vai falar dele, do retorno da banda e o que eu acho disso tudo.

O lançamento desse disco fez menos barulho que o anterior. Cheguei a baixar na internet e escutar na íntegra mas não me empolguei tanto em acrescentá-lo na coleção. Porém, como houve edição nacional em cd pela Voice Music, comprei uma cópia. Novamente, fui surpreendido. O disco pega bem no formato físico por conta do conjunto da obra. Pelo menos eu, percebi melhor a desconstrução sonora que a banda vem atravessando com intensidade desde o seu retorno.

Com certeza, a banda não é mais a mesma da década que os consagraram. O time mudou. Os integrantes mudaram de comportamento e o público da “cena” onde se apresentam também é outro. No “Indie City”, as mudanças são mais cruas. As composições têm uma atmosfera quase inédita – mais densa e obscura – e no novo, eles parecem mais estruturados e retomam um pouco as origens.  Porém, analisando toda a discografia, fiquei com a sensação que os discos atuais partiram da concepção do “Trompe Le Monde”, que só é compreensível após a audição dos anteriores “Come On Pilgrim”, “Surfer Rosa”, “Doolitle” e “Bossanova”. É como se cada disco tivesse um nível de graduação.

O retorno da banda

Eu até gostei da volta deles a partir do momento que eles se comprometeram a lançar algo novo (na época, o Indie City) e dessem um tempo daquelas aparições surpresas em festivais exóticos – que custavam uma fortuna – pra tocar o “Doolitle”. Quando divulgaram os singles inéditos e o lançamento do álbum, sinceramente, achei – o presunçoso, de alguma forma. Parecia que eles estavam lançando o disco por pressão pra não dispersar o a público. Entretanto, eles fizeram uma campanha dos videoclipes das músicas (então) novas e isso eu pirei. O cuidado com a estética do trabalho audiovisual fez com que eu ficasse atento ao novo caminho que o grupo está trilhando.

Por fim, todas essas dúvidas permearam até eu ver o show deles, em 2014. Quando os vi ao vivo no palco, saquei a força da identidade sonora que o conjunto tem e entendi o porque as pessoas são tão fãs deles. Em quase 30 anos de existência, até hoje, nunca ouvi banda alguma que soasse como eles, que lidam com minimalismos e complexidades, numa mesma canção, com tanta naturalidade e que brincam com a cronologia. Válido! Muito válido.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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2 ideias sobre “As discussões sobre o Pixies

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