Garimpo na feira de discos

Sobre a tão esperada Record Store Day, bem….digamos que não tenha sido tão imprescindível como a edição de origem, entretanto foi uma bela oportunidade de barganhar algumas preciosidades. Claro que nem todos os expositores estavam com tanta disposição para negócios com os transeuntes mas em todas as bancas, pelo menos 5 reais de desconto era garantido – valor esse pouco significativo para o superfaturamento dos preços – se o pagamento fosse em dinheiro vivo.

Logo após eu chegar na feira, na minha terceira visita, consegui fechar 3 lps pela média de R$35 cada um, que foram eles: Nick Cave and The Bad Seeds: A Good Son, Kraftwerk: Computer World e The Jesus and Mary Chain: Automátic. Não são discos impossíveis de achar mas de grande saída no mercado e, logo, têm preços pouco convidativos. O Kraftwerk rendeu uma economia de 15 reais sobre o valor real da oferta. Apresentei para o atendente os leves riscos que o disco tinha e as marcas na capa e levei em consideração que eu podia ser lesado se o meu toca discos não o aprovasse e o comerciante foi empático. MODERNOSO WINS. Os outros rolaram uma cortesia satisfatória. Ahhh, os discos desta compra estão tocando bem.

Prosseguindo com o passeio, visitei stand por stand tentando encontrar mais discos de rock alternativo. Bem, as opções eram poucas e os preços altos mas ainda assim, consegui encontrar mais outras preciosidades. Mas quero relatar um episódio que me ocorreu durante essa busca. Encontrei uma única barraca que vendia o Deee Lite…daquele pop dançante “Groove is on the Heart”, hit nos anos 90 (…e nas baladas até hoje em dia, talvez) por R$40. Esse valor era abusivo. No Mercado Livre tem por R$20 e em condições bem melhores. Enfim, tentei negociar e fui surpreendido com tamanha grosseria. O cara – vou me reportar assim ao indivíduo – me disse que me fazia a R$35 no dinheiro e eu disse que estava caro pois o estado de conservação do disco estava bem regular, com muitas marcas na capa, riscos no discos e ele simplesmente tirou o disco da minha mão e disse que não ia ter negócio sem nem ao menos me dar a chance de propor algo condizente pra ambos. Uma pena eu não ter pegado o nome dele e da loja pra registrar aqui mas ela fica na Galeria do Rock. Saí sem ver qualquer outra coisa mal cuidada que ele tinha e parti pra próxima.

A indignação fora compensada pelo “Broken” da Nine Inch Nails, na banca vizinha, que por sinal era de conhecido. Esse foi o mais caro da lista porém, era a versão nacional de época com 2 singles extras que só contém nessa edição. R$ 75, já incluso os R$10 reais de desconto. Meu amigo, o encontrou em outra barraca por R$ 60. Mais sorte ainda a dele mas nós saímos “perdendo” porque no ML tem por mais barato e muito bem conservado. Ter o máximo de referências de preços é muito importante nessas ocasiões. Fica a dica.

Não vou atestar aqui que o evento não tem relevância pois ele se torna bastante interessante por reunir em um mesmo espaço comerciantes e lojistas de vários pontos do Brasil e, com isso, tornar os preços de certa forma mais competitivos, além de ser o ponto de encontro entre produtores e artistas. Entretanto, ainda espero o dia em que possamos fazer as transações com os selos/distribuidoras ou com as bandas evitando a dependência total dos lojistas.

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