Gente que faz: pessoas que agilizam festas em prol da diversidade musical

Que o underground paulistano abriga diversas bandas e que há poucos espaços para elas se apresentarem, não é novidade. O que não se sabe são dos vários projetos criados para a promoção desses grupos, como a Pulp Nano Fest que, em parceria com o estudio Nimbus, realizará a apresentação de 42 bandas, nos dias 01 e 02 de fevereiro. Pablo Ferreira Lopes, o idealizador do evento, conta que vem divulgando artistas com esse perfil desde 2007 e que o seu festival – concebido em 2012 – “é feito para a galera mesmo e que se pudesse, faria mais.” Na entrevista abaixo, ele fala mais sobre os bastidores do evento:

 1.     Como surgiu a idéia de organizar Pulp Nano Fest?
Cara a bem da verdade surgiu como uma piada entre amigos… No começo de 2012 resolvi que queria fazer uma festa no estúdio NiMBUS que fica ali na lapa chamando uma meia dúzia de bandas amigas pra fazer um som e tomar cerveja. Uns dias antes alguem fez a piada dizendo que seria um mini festival um “Lola Pablooza”, “Pulpalooza” ou um “Pulpstock”. Abracei a brincadeira e dei nome pra festa, como era um um festival muito pequeno chamei de “Nano” o “Pulp” veio do nome de um selo que montei em 2007 chamado “A Gravadora Pulp”. Em 2013 resolvi repetir a doze chamando 17 bandas e no fim de 2013 uma edição extra chamada “Primavera Pulp” com 26 bandas! Dessa vez vão ser 42 duas bandas divididas em 2 dias.

 2.     Contou com alguma parceria desde o início? De quem? Como foi esse trabalho em conjunto?
Sempre levei a coisa sozinho mesmo, convido as bandas organizo o lineup, faço o site, os apps e no dia coordeno e quando possivel toco com uma ou duas bandas minhas (também quero uma folguinha no meo do fest, rs). Acho que no geral a parceria é das bandas mesmo que acreditam no esquema e do pessoal do estudio que me deixa fazer a zona toda por lá, rs.

3.     Qual é o critério de seleção das bandas para tocar no evento?

Não importa o estilo! Tem que ser boa! rs. Dizer que uma banda é “boa” é meio subjetivo mas quando escolho os artistas penso “Nossa, as pessoas precisam ouvir isso!” então é meio no feeling mesmo. E tem de tudo, rock, metal, guitar, eletronico, jazz, blues, experimental, sigano (quase teve MPB e samba uma vez mas por agenda não rolou. Quem sabe algum dia)

 4.     Quais as maiores dificuldades enfrentadas para realizar o evento desde a primeira edição?
Acho que a cada edição vem um aprendizado novo! No geral a galera é bem tranquila (tanto banda quanto publico) sempre comento que a parte mais complicada ANTES do festival é acertar a grade de horários (passo dias nela) pra tentar fazer com que a coisa seja o mais fluida possível. Já no dia do festival mesmo é manter as atrações no horário (tem cada vez melhorado mais) e correr atras da grana com a caixinha pois o festival é com entrada franca e a grana vem da colaboração do publico e dos artistas pra bancar os custos de locação do estúdio.

 5.     Além de promover as bandas do lineup – por meio do festival – você faz a distribuição do material que elas produzem? Como funciona essa logística?
Não tive essa oportunidade ainda, mas tento sempre divulgar antes ou durante e depois o trabalho dos artistas que participam (sempre que possível) mas isso fica na mão das bandas mesmo o lance é aberto, e elas podem levar as “merchans” e vender ou distribuir a vontade.

 6.     Tem contrato com alguma das bandas que irão se apresentar nesta edição? Quais são elas e como é a sua relação com o(s) grupo(s)?
Não tenho contrato com nenhuma delas, a apenas o Twinpine(s) que já foi, por asism dizer, uma banda do meu selo A Gravadora Pulp, lancei o CD  Niagara Falls deles em 2010 mas nunca mais fiz nada com a parte de produção executiva. Hoje em dia o CD deles esta espelhada pela net sob licença Creative Commons entramos em acordo sobre isso e assim está.

 7.     Qual é a meta desta edição do festival?
Que ninguém quebre nada hehehehe! Mas falando sério que a galera se divirta bastante, curtam os artistas, conheçam novos artistas, que a caixinha colabarativa de pra pagar todos os custos e quem sabe até sobre pra dividir entre os artistas (as contas sempre ficam no zero a zero, oq pra mim pelo menos é ok, pois não faço pela grana ou por mim, faço pela galera que vai tocar mesmo). Que eu segure a organização dos dois dias , essas coisas…mas realmente espero que ninguem quebre nada, rs.

 8.     Qual seu recado para o público?
Vão, divirtam-se, prestigiem os artistas que vocês conhecem e principalmente os que vocês não conhecem! Selecionei um monte deles com bastante cuidado!!

Pulp Nano Fest
Nimbus Studio
Rua Duílio, 35 – Vila Romana

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