Evento de arte e tecnologia movimenta salão de eventos na Zona Leste

A sensação de visitar o Creators Project é quase surreal. A interação que o evento promove faz pensar, nem que seja por um instante, que não há distinção entre o real e o virtual.

 Artes visuais e música parecem ter linguagem universal. A tecnologia empregada nas obras corresponde tão velozmente aos nossos sentidos que não abrem brechas para pensarmos sobre seus valores.

As instalações estavam espalhadas pelos corredores e salas do Moinho Eventos, na Móoca. A disputa era grande para se entreter com cada uma delas pois  muitas pessoas queriam desfrutar dos estímulos que cada objeto proporcionava.

O maior espaço do salão fora ocupado pelo cinema, até então adaptado para os shows do domingo. Palco, refletores, caixas acústicas – além de cadeiras – compunham o local onde seriam exibidos os documentários sobre as apresentações de LCD Soundsystem, Sigur Rós e Karen O. A interação foi tanta que tinha gente na plateia dançando como se as bandas estivessem tocando ao vivo, a cores e de corpo presente.

Prosseguindo, havia outra sala abrigando uma parede composta por várias chapas de alumínio entreabertas. Conforme as pessoas passavam por ela, o sensor de presença se ativava, causando a abertura ou o fechamento das chapas. Como a sala era bem iluminada, podíamos interagir simultaneamente com o corpo e a projeção, e isso proporcionara uma visão tridimensional dos movimentos dos passantes.

Outra atração era o Instagram interativo. O público enviava fotos do celular, tablet ou notebook através do aplicativo para #Creators e o arquivo instantaneamente se disponibilizava no mural. Tudo o que estava registrado podia ser vasculhado com alguns toques no painel.

A atração mais importante era a projeção em “The Treachery of Sanctuary” por Cris Milk. Esta instalação ficava numa sala a parte, estando limitada a entrada de duas pessoas por vez. A tecnologia utilizada era a mesma do Kinect – aquela do XBOX 360. Na sala havia três painéis e as imagens captadas tinham como objetivo fazer uma alusão às etapas da vida, representadas pelo nascimento e morte. No primeiro painel, a projeção se desfazia gradualmente dispersando corpos no ar. O segundo não era muito diferente a não ser pela velocidade do processo, que era maior. No terceiro a vida era representada. Ao abrir os braços, a imagem refletia força e criava asas.

A novidade deste ano ficou por conta da área reservada à gastronomia. Chefes dos principais restaurantes paulistanos tinham suas tendas montadas no jardim ao ar livre da casa. Além disso, contou com um serviço de transporte gratuito da Fnac Paulista, Pinheiros e metrô Bresser até o local. Tal ideia, talvez, faça parte de um plano de expansão do projeto em familiarizar as pessoas com as novas tendências culturais e tornar seu público mais diversificado.

Nesta edição, as programações foram divididas em dois dias, sendo o primeiro dedicados à um ciclo de palestras e a exibição de filmes e o segundo à festa de encerramento com direito a discotecagens e shows. 

 

Alex Santos

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Uma ideia sobre “Evento de arte e tecnologia movimenta salão de eventos na Zona Leste

  1. Roberta

    Parabéns pela iniciativa de compartilhar suas experiências através de um blog.
    Textos muito bem escritos…tá incrível!!!

    Resposta

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